FINALMENTE MUDÁMOS!!!

Depois de uma série de meses a desesperar ontem fizemos, finalmente, a nossa mudança para o atelier novo!

Mudámos a tralha de dez anos com a ajuda de amigos e familiares (desde já o nosso mais sincero obrigado!) e estamos agora muito bem instalados num apartamento com 10 assoalhadas, wc e cozinha.

Resta-nos aguardar pela finalização da pintura e da instalação eléctrica e estaremos prontos a iniciar esta nova etapa.

Mais uma vez a todos os meus colegas os mais sinceros PARABÉNS!

Deixo-vos algumas imagens do “evento”!

 

 

 

WORLD PRESS PHOTO e o 7º PRÉMIO DE FOTOJORNALISMO VISÃO/BES

Fui ver o World Press Photo e o 7º Prémio de Fotojornalismo Visão/BES, na sexta-feira passada e voltou a acontecer-me o que sempre me acontece todos os anos.

Fico num misto de sentimentos e emoções contraditórias: fascínio, admiração, inadequação, usurpação, imoralidade, por vezes, náusea. Ainda não conseguir definir o que, de facto, penso deste acontecimento fotojornalístico.

Se por um lado, reconheço a relevância do esforço de cada um destes repórteres para dar a conhecer as atrocidades praticadas por esse mundo fora, por outro lado, não sei se será muito legítima a “usurpação” destas imagens, captadas com um determinado fim - o de informar, o de dar a conhecer, em meios de comunicação específicos(imprensa, televisão) -, para outros fins, nomeadamente, prémios e mostras de fotografia.

Custa-me pensar que aquelas são situações reais, que existem pessoas que passam diariamente por aquilo, e que, deste lado do mundo, existem outras pessoas a “lucrar” com isso.

Não quero com isto diminuir, de forma alguma, o mérito destes repórteres de imagem, que arriscam, por vezes, a vida para nos dar a conhecer estas realidades. Nem estou, aqui, a negar a qualidade técnica e informativa destas imagens. Mas não posso deixar de partilhar estas minhas angústias. Será correcto? Teremos esse direito?Secalhar estou a ser demasiado moralista… Mas serei a única com esta sensação de esquizofrenia emocional?!?!
;P

E O MUNDO GANHA JUÍZO TAMBÉM…


A minha educação – assim como a da maioria das pessoas – teve por base diversos pressupostos entre os quais o facto de que desenhar era uma coisa que se fazia nas horas livres ou quando os adultos nos queriam sossegados e distraídos de brincadeiras barulhentas e incómodas. Por isso, quando me decidi a ir tirar o curso de artes plásticas - relativamente ao qual nunca tive dúvidas, não obstante a minha educação – apesar de não ter havido impedimentos por parte dos meus pais, não houve também grandes emoções. Com a minha avó foi diferente. Apesar de também nunca me ter mostrado qualquer desagrado, penso que, de facto, só há poucos anos é que ela percebeu que a neta era pintora, porque para ela, durante muito tempo, eu andei a tirar o “curso de arquitecta”. - Pois concerteza, artista plástica não é profissão, é hobby! - Não a posso censurar; afinal de contas cheguei a ter um professor que defendia que as Belas-Artes não deveriam ser uma escola superior, mas de artes e ofícios…

Felizmente as mentalidades estão a mudar. A prova disso é que no início de Março decorreu, no Centro Cultural de Belém, a Conferência Mundial de Educação Artística, onde foi discutida a crescente desvalorização da Arte nos sistemas educativos e quais as formas de alteração desta situação. Só é pena é que os nossos cientistas e intelectuais – os génios da humanidade! – tenham demorado tanto tempo a chegar a esta brilhante conclusão! Podiam-me ter perguntado…

De facto, num mundo tão virado para a racionalização e automação de procedimentos, é natural que nos tenhamos esquecido de algo tão primordial como a emoção, a criatividade, a intuição e o instinto, bases fundamentais da educação artística. Estamos a educar pessoas ou autómatos? Queremo-nos seres pensantes ou simplesmente executantes?

Por outro lado, a arte tem uma dupla vertente, tendo a capacidade de elevação do espírito, de descontracção, relaxamento, mas também de estimulação intelectual. Faz-nos reflectir, elaborar ideias e executá-las; estimula a autoconfiança e torna-nos melhores pessoas.O sistema de ensino está organizado de forma a transformar-nos em esponjas absorventes de verdades absolutas. Não fomenta a capacidade crítica, a dúvida, o questionamento daquilo que nos é “ensinado”.

Há que pôr a tónica no apre(e)nder, mais do que no ensinar.
Certo?

Até amanhã.

E PORTUGAL GANHA JUÍZO…


FRIDA KAHLO

Está patente no Centro Cultural de Belém, até 21 de Maio, uma exposição dedicada à vida e obra de Frida Kahlo. Como grande admiradora que sou da obra e, acima de tudo, da mulher, lá fui direita ao CCB, logo no primeiro fim-de-semana após a inauguração. Às 10h da manhã, tomei o meu pequeno-almoço na cafetaria do CCB (recomenda-se, tem uns croissants divinais!), acompanhada pelos meus amigos pardais com quem dividi o meu croissant e às 10h15 (mais coisa, mennos coisa) já estava na bilheteira.

Não posso deixar de referir que muito me surpreendeu a quantidade de pessoas que já ali estavam - ÀS DEZ DA MANHÃ - para visitar a exposição!!! Será que Portugal está a tomar juízo?!? Será que finalmente percebemos que a vida não é só futebol?!? (Que me perdoem os fervorosos…)